Além do clima mais seco do inverno, existe outra questão que pode ocasionar problemas na saú- de: a inversão térmica; fenômeno atmosférico natural que pode aumentar a incidência de doenças respiratórias e irritação nos olhos. Os incômodos na região dos olhos são: ressecamento, diminuição da lágrima e irritação ocular. O problema pode causar conjuntivite atópica. Esse fenômeno se intensifica durante o inverno por causa da perda de calor. A intensidade e os efeitos nocivos se devem ao lançamento de poluentes na atmosfera, o que é muito comum nas grandes cidades.

Com a baixa umidade do ar no inverno, a tendência é o uso de lágrimas artificiais para aliviar os sintomas desconfortáveis causados pelo clima seco. Mas o uso do produto deve ser de forma controlada. As substâncias encontradas no colírio de lágrima artificial auxiliam na hidratação do olho, mas os que possuem conservantes, se aplicados em excesso, podem causar danos às camadas mais externas da córnea e da conjuntiva, além de causar vermelhidão nos olhos, irritação e ardência ocular.

A utilização da lágrima artificial é restrita a pessoas com alergia aos conservantes do colírio ou aos seus compostos.

Em geral, a fórmula apresenta pH semelhante ao da lágrima natural ou é ligeiramente alcalino, ajudando a aumentar o conforto durante as aplicações. O uso correto do produto combate a baixa lubrificação ocular, prevenindo contra inflamações na córnea (ceratite) e na conjuntiva (conjuntivite), que são problemas causados pela evaporação da lágrima nos períodos em que o clima é mais seco.

As lágrimas artificiais podem ser encontradas em forma de colírio ou gel. Têm composição diversificada, compostas por água, solução salina, emolientes (glicerol), polissacárides, lípides, gelatinas e outras substâncias.

Atenção!
Por meio da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 05/2015, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reclassificou lágrimas artificiais e lubrificantes oculares da categoria “produtos para a saúde” para “medicamentos específicos” – publicação no Diário Oficial da União, em formato de Resolução.

Cuidados no uso:
• Lágrima artificial ou colírio lubrificante com substâncias conservantes na formulação: deve ser usado de forma limitada, no máximo quatro vezes ao dia, caso contrário pode causar danos na superfície ocular, em longo prazo. A validade do produto é de até 45 dias após romper seu lacre;
• Lágrima artificial ou colírio lubrificante sem substâncias conservantes na formulação: pode ser usado vá- rias vezes durante o dia, porém é mais indicado para casos de doenças crônicas, como a Síndrome do Olho Seco. Esses devem ser utilizados no mesmo dia e descartados caso haja sobra.

O uso das lágrimas artificiais é comum também para pessoas que ficam expostas ao ar condicionado, fumaça ou poeira por um período prolongado, independente do clima. Então, caso precise passar muito tempo em ambientes climatizados – e sinta ardência e vermelhidão ocular –, procure um oftalmologista. Será importante avaliar a região ocular, inclusive a pálpebra. Segundo especialistas, as inflamações das margens palpebrais (blefarites/ meibomites) e alergias também são consideradas no diagnóstico diferencial destas queixas.

Importante!
O ideal é ser sempre avaliado por um oftalmologista antes para indicação do produto indicado para cada caso.

fonte: http://www.cbo.net.br/novo/publicacoes/revista_veja_bem_07.pdf

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