No Brasil, um estudo do Ministério da Saúde mostra cerca de 12,05 milhões de pessoas com diabetes.

A Diabetes é considerada uma doença crônica! A Federação Internacional de Diabetes informou que o número de portadores da doença, em todo o mundo, ultrapassa 250 milhões. A entidade ressalta a importância de medidas preventivas urgentes! Isso porque a estimativa é de um salto para 380 milhões de pessoas diabéticas em 2025, com maior incidência nos países em desenvolvimento.

DADOS IMPORTANTES!
A cada 10 segundos uma pessoa morre de causas relacionadas ao Diabetes;
• A cada 10 segundos duas pessoas desenvolvem Diabetes;
• O Diabetes é a maior causa de hemodiálise em países desenvolvidos;
• Em países em desenvolvimento, 80% das pessoas não sabem que têm Diabetes;
• A prática de exercícios físicos e dieta equilibrada previnem 80% dos casos de Diabetes Tipo 2;
• Pessoas com Diabetes Tipo 2 têm o dobro de chances de sofrer um ataque cardíaco;
• A cada ano 7 milhões de pessoas desenvolvem Diabetes;
• A cada ano 3,8 milhões de mortes são atribuídas ao Diabetes;
• O Diabetes é a quarta maior causa mundial de morte, por doença.

“Pessoas obesas têm maior risco de desenvolver o Diabetes, inclusive, as mulheres têm mais predisposição à obesidade, em relação aos homens!”

Os números levam a um sinal de alerta! Mas ações fundamentadas podem diminuir as estatísticas. Em primeiro lugar é importante ter em mente que o grande problema é a falta de tratamento e acompanhamento do Diabetes, podendo gerar outras doenças, como as cardiovasculares, cegueira e insuficiência renal.

O processo de educação para o Diabetes objetiva levar orienta- ção às pessoas sobre como enfrentar os desafios e as possíveis dificuldades causadas pela doença. A participação do paciente no tratamento potencializa o trabalho da equipe multiprofissional, formada por profissionais da área da saúde, – enfermeiras, nutricionistas, médicos, assistentes sociais, farmacêuticos e outros – treinada para educação em Diabetes. Essa é uma estratégia que gera melhoria do conhecimento sobre a enfermidade e a melhora no autocuidado; quanto mais informações, corretas, melhor o controle da doen- ça. O tratamento envolve orientação alimentar, atividade física regular e, de acordo com a necessidade do paciente, medicação.

Quando o paciente diabético é parte atuante no tratamento, no controle da doença, os resultados obtidos são: menores níveis de hemoglobina glicada, redução de peso, melhora na qualidade de vida, maior facilidade na aceita- ção da doença e custos mais baixos. Educar o portador para o Diabetes, assim como familiares e/ou cuidadores, visa fornecer aprendizado técnico para o desenvolvimento de habilidades, atitudes e comportamentos para os cuidados com a doença, contribuindo para a melhora na qualidade de vida do paciente, evitando complicações.

A educação para o Diabetes é de responsabilidade de toda a equipe profissional envolvida no acompanhamento dos pacientes e deve ter início logo após o diagnóstico, momento em que são identificadas as condições gerais do paciente, a fase da doença, informações que ele já tem sobre a doença, perfil sociocultural, estado emocional do diabético com relação à doença e seu contexto. Para que o efeito seja satisfatório, o processo permanece durante toda a vida do paciente. As etapas são em sequência, inclusive com a exposição ao conhecimento da doença em seu processo inicial. O próximo passo é o armazenamento e a incorporação de conhecimentos para motivar o paciente a implementar tais conhecimentos, por meio da adesão às orientações recebidas.

Um programa bem estruturado de educação motivacional e adequada intervenção farmacológica vão fazer a diferença na vida do diabé- tico. Paciente mal informado, pouco motivado, tende a encarar o diabetes como um castigo!

O mau controle glicêmico é um problema grave e universal, independente de distinção geográfica ou nível sociocultural. Um estudo, realizado no Brasil, mostra o controle glicêmico de mais de 6.600 pacientes com diabetes tipo 1 (DM1) e diabetes tipo 2 (DM2) distribu- ídos em 12 centros de diabetes localizados em diferentes regiões do país. Foi observado que apenas 10,4% das pessoas com DM1 e 26,8% dos indivíduos com DM2 apresentaram controle glicêmico adequado. Ainda foi informado pelo estudo que o percentual significativo de pacientes que tinham mau controle, com A1C ≥9,0%, embora apresentassem autopercepção equivocada do estado de seu controle glicêmico: 41,3% dos pacientes com DM1, 43,0% dos pacientes com DM2 insulinizados e 19,6% dos pacientes com DM2 não insulinizados tinham a percepção errônea de que o controle do diabetes estava adequado. E mais: 30,0% dos pacientes com DM1, 37,4% dos pacientes com DM2 insulinizados e 15,8% dos pacientes com DM2 não insulinizados percebiam o controle glicêmico como “excelente”, quando, na verdade, apresentavam nível de A1C ≥9,0%, como mostra a tabela 24. Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes.

fonte: http://www.cbo.net.br/novo/publicacoes/revista_vejabem_n10.pdf

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