A Oftalmologia brasileira expressa sua preocupação com a saúde ocular das crianças participando de campanhas que visam à detecção, tratamento e prevenção de doenças relacionadas à visão. Junto ao governo federal, às Secretarias de Saúde estaduais e municipais e clubes de serviço como o Rotary e o Lions Club, oftalmologistas se mobilizam para prestar atendimento em várias regiões do país que apresentam indicadores significativos de problemas com a visão. Consultas, exames, cirurgias e até óculos são oferecidos ao público participante.

Na maioria das vezes, a realização das campanhas é devido a situações pontuais, como a diminuição de filas para cirurgia, triagem para identificação de doenças preexistentes ou conscientização. Tal iniciativa mostra a disposição de profissionais comprometidos com a saúde de pequenos brasileiros, de acordo com as possibilidades apresentadas. Vê-se isto, inclusive, na iniciativa de produzir uma publicação como esta que tem o objetivo de aproximar o público leigo aos assuntos relacionados à saúde ocular, diminuindo as dúvidas e despertando o interesse para assuntos de extrema importância. Nesta oportunidade, a revista Veja Bem apresenta uma relação de projetos que mostram a atuação de oftalmologistas brasileiros junto ao público infantil em momentos de necessidade especí- fica e/ou contínua.


• Campanha de Reabilitação Visual:
Olho no Olho Uma parceria entre o CBO e o Ministério da Educação representa o maior projeto de saúde pú- blica ocular no mundo. Presta assistência oftalmológica a cerca de 3,2 milhões de alunos da primeira série do Ensino Fundamental das escolas públicas, todos os anos. Entre os anos de 1998 e 2002, cerca de 10 mil oftalmologistas atenderam 14.785.238 escolares, em 658 municípios brasileiros. O treinamento de professores para realização de triagem visual, aplicação do teste de acuidade visual nas escolas; exames oftalmológicos em hospitais de centros universitários, clínicas e consultórios, para identificação de vícios de refração que podem ser sanados com o uso de óculos e doação destes, foram ações realizadas na campanha, que também identificou os portadores de visão subnormal, portadores de catarata e outras patologias.


• Projeto Olhar Brasil
Em parceria com os Ministérios da Saúde e Educação, o Olhar Brasil visa a contribuir para a redução das taxas de repetência e evasão escolares, facilitando o acesso da população à consulta oftalmológica e a óculos corretivos. O objetivo do projeto é identificar e corrigir problemas visuais de refração e assistir os casos em que forem diagnosticadas outras doenças da visão que necessitarem de intervenções. O público atendido é formado por crianças em idade escolar.


• Campanha Pequenos Olhares
Cerca de 330 municípios brasileiros foram contemplados por esta campanha (2005), que aconteceu da parceria entre o Conselho Brasileiro de Oftalmologia e a Frente Parlamentar de Saúde. Sem nenhum dinheiro do poder público. O objetivo era beneficiar crianças da 1ª série do Ensino Fundamental com serviços que abrangeram triagem, encaminhamento e atendimento, além de palestras sobre a importância dos cuidados com a visão


• Campanha do Teste do Olhinho
Ao nascer, todo bebê deve fazer o teste do olhinho ainda na maternidade para identificar doenças na fase em que ainda é possível tratá-las, evitando a cegueira. Estima-se que no Brasil existam de 25 a 30 mil crianças cegas e 140 portadoras de baixa visão. O Conselho Brasileiro de Oftalmologia, em parceria com a Sociedade Brasileira de Pediatria, desenvolveu uma campanha, na televisão, para divulgar o teste do reflexo vermelho (teste do olhinho) entre a população com o objetivo de tornar o exame obrigatório em todo o território nacional. Desde 2010, o pagamento do procedimento tornou-se obrigatório por todas as operadoras de planos de saúde. Em vários estados e municípios, o teste foi tornado obrigatório por lei.


• Campanha de Baixa Visão
Um evento anual patrocinado pelo Ministério da Educação/SEE, que diagnostica a baixa visão em escolares. Nos alunos é feita a avaliação da função visual, prescrição de auxílios ópticos e não ópticos e orientação à criança e à família. O maior problema dos portadores de baixa visão é que são rotulados como deficientes mentais ou cegos pela falta de recursos humanos e materiais para a realização de diagnóstico capacitado. O reflexo desta deficiência é percebida na estatística que aponta, na perspectiva mundial, a proporcionalidade de 3 a 5 indivíduos portadores de baixa visão para 1 cego. No Brasil, devido à falta de diagnósticos e de programas de atendimentos especializados, são 3 cegos para 1 portador de baixa visão.


fonte: http://www.cbo.com.br/novo/geral/pdf/revista-03.pdf

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