As cirurgias plásticas estão em alta em tempos em que a busca pela aparência perfeita tem sido o alvo de muitos homens e mulheres. Neste contexto, a blefaroplastia promete melhorar a aparência das pálpebras superiores, inferiores ou de ambas. Segundo a especialista Dra. Eliana Aparecida Forno, “a cirurgia proporciona aparência rejuvenescida na área ao redor dos olhos, fazendo com que o olhar pareça mais descansado e alerta”.

A blefaroplastia pode ser indicada a qualquer pessoa, independente de raça ou gênero, sempre que as pálpebras apresentarem excessos tanto de pele como de gordura e músculo orbicular. Jovens com bolsas palpebrais, mulheres com dificuldade para se maquiar, idosos com peso nas pálpebras e diminuição de acuidade visual. Pessoas mais ou menos vaidosas, mas que buscam uma melhor aparência. As queixas podem variar entre estéticas e funcionais, pois qualquer excedente pode gerar aspecto de cansaço, tristeza e sonolência. Funcionalmente, são muito comuns as queixas de cansaço à leitura, sensação de peso e até diminuição de campo visual superior.

INDICAÇÕES
• Estéticas: sempre que alguma queixa estética tem possibilidade de melhora.
• Funcionais: quando por meio da cirurgia há melhora dos excessos e da abertura palpebral, e consequentemente da sensação de peso, cansaço e campo visual.

A cirurgia pode ser indicada em qualquer idade. “Há muitos anos tive a oportunidade de operar uma criança de seis anos com Síndrome da Blefarocálase, que são inchaços repetitivos das pálpebras provocando grande aumento e estiramento da pele”, declarou a oftalmologista

“É fundamental uma boa avaliação pré-operatória para averiguar algum fator que aumente o risco ou a dificuldade da cirurgia.”

Sobre a cirurgia A cirurgia geralmente é realizada com anestesia local sob seda- ção anestésica. Os exames pré-operatórios básicos são hemograma, glicemia e coagulograma. Em alguns casos, é necessário solicitar avaliação cardiológica com risco cirúrgico. A Dra. Eliana Forno esclarece: “as complicações mais frequentes acontecem no caso de remoção excessiva de pele ou músculo orbicular, levando à retração palpebral, ectrópio e oclusão incompleta das pálpebras (lagoftalmo) em vários graus. A complicação mais grave, e temida, é a cegueira, mas felizmente é uma complicação rara”

É importante sempre fazer um exame oftalmológico completo e, em alguns casos, avaliar o filme lacrimal. Depois, uma minuciosa avaliação das quatro pálpebras observando equivalência, abertura das fendas, tanto vertical como horizontal, sulco palpebral (rugas ao redor dos olhos), quantidade de pele em excesso, músculo e bolsas de gordura. Observar a nutrição e a coloração da pele, presença de outras lesões ao mesmo tempo e também o movimento da pálpebra. Ainda tem que ser observada a posição dos supercílios, pois a alteração no seu posicionamento também influencia a posição palpebral.

No pós-operatório, o paciente deve fazer repouso e muitas compressas geladas, principalmente nos primeiros três dias, quando o inchaço é bem maior; depois podem ser mais espaçadas até a remoção dos pontos. Esse procedimento acalma e promove sensação de bem-estar ao paciente, porque o incômodo maior é o inchaço, já que não há dor no pós-operatório nas blefaroplastias. Dentre as medicações prescritas, são usadas pomadas oftalmológicas para os pontos da pele e colírios, dependendo do caso.

CONTRAINDICAÇÕES
• Pacientes com alto risco cirúrgico e que não podem interromper o uso de anticoagulantes;
• Doentes psiquiátricos;
• Quando a expectativa de resultado do paciente é maior do que se consegue com a cirurgia. Daí vem a importância de uma consulta minuciosa e com bastante tempo para avaliar a psique do paciente.

fonte: http://cbo.net.br/novo/publicacoes/revista_vejabem_08_bq.pdf

 

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