Por ocasião do mês em que são discutidas questões voltadas aos cuidados do diabético (outubro), aproveitamos a oportunidade para falar um pouco sobre o desenvolvimento tecnológico da Medicina moderna para o tratamento e acompanhamento do diabetes. Doença crônica que, segundo a Organização Mundial de Saúde, atinge mais de 16 milhões de brasileiros!

A descoberta da insulina: um grande avanço na Medicina Segundo relatos da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a descoberta da insulina, em 1921, está entre os feitos mais memoráveis da Medicina de todos os tempos. Quando ela foi aplicada, pela primeira vez, em Leonard Thompson, que tinha 13 anos e pesava aproximadamente 30 kg, em 1922, os jornais da época saudaram o que seria a cura do diabetes. Essa descoberta rendeu o Premio Nobel de Medicina (1923) aos pesquisadores.

Portadores do diabetes Tipo 1 e muitas com Tipo 2 precisam de insulina para controlar a glicose no sangue. Tal constatação, muitas vezes, gera ansiedade pelo uso da terapia com insulina. O que é normal. Algumas pessoas têm medo de injeções e outras consideram complicado entender o mecanismo de aplicação. Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes

A tecnologia diversifica as formas de aplicação da insulina
Inicialmente, várias formas de administrar a insulina foram experimentadas: por via oral, retal, nasal e pulmonar. Com o passar do tempo métodos mais práticos foram disponibilizados, como as aplicações subcutâneas (por meio de injeções), com seringas, canetas e bombas.

Na época, a única opção para aplicar a insulina era usando uma seringa de vidro com agulha destacável, que tinha que ser “afiada” após cada uso. Depois houve a substituição pela combinação agulha e seringa descartáveis, com uma agulha muito afiada, resistente e bem mais fina que, segundo experiências, era menos dolorosa. Hoje, as agulhas de seringa são bem pequenas e a injeção é quase indolor, além de uma aplicação mais simples. Tanto que a maioria das pessoas que usa insulina diz que é mais trabalhoso, e mais doloroso, testar a glicose do que administrar uma injeção.

A forma de aplicação da insulina seguiu na linha da modernidade. A demanda crescente de pessoas buscando um modo de vida cada vez mais prático favoreceu o desenvolvimento das canetas de insulina. O objeto tem a aparência de caneta tinteiro, só que no lugar da carga de tinta é encontrada a insulina e uma agulha onde fica a ponta. Dentre os benefícios desse método é possível dizer que simplificou o processo e aumentou a precisão das doses a serem aplicadas.

No final dos anos de 1970, o mercado apresentou a bomba de insulina. A necessidade foi atender diabéticos que queriam ter melhor controle possível da glicose. O sistema fornece, de forma contínua, insulina comum diretamente na pele. Desde as primeiras bombas desenvolvidas muitas foram as mudanças e adaptações para que fosse considerada como a melhor forma de aplicação de insulina em quase todas as pessoas que buscam o tratamento.

As bombas de insulina ficam presas ao corpo, são muito pequenas e não geram incômodo por causa de peso. Elas podem ser guardadas no bolso, presas ao cinto ou disfarçadas debaixo da roupa.

O glicosímetro: medição de taxas de açúcar no sangue em tempo real!
Criado em 1965, o equipamento foi desenvolvido para substituir o antigo método de medir a glicemia, por meio do teste de urina. O glicosímetro facilita a identificação do nível do açúcar no momento em que acontece. Antes, o paciente aplicava uma gota de sangue em uma tira de papel e esperava por um minuto para saber o resultado. Atualmente, este processo é mais preciso facilitando o monitoramento em tempo real.

“Antes de medir a glicose lave as mãos com água e sabão, mas não é preciso usar álcool. Porque esfregar o produto pode afinar a pele e causar dor com a frequência do exame.”

fonte: http://www.cbo.net.br/novo/publicacoes/revista_vejabem_n10.pdf

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